| 16 Julho 2010
Da Redação - EPTV
Doze dos 14 presos da "Operação Keno" desencadeada na manhã desta quinta-feira (15) no Sul de Minas e no Estado de São Paulo, serão levados para o Presídio de Pouso Alegre, no Sul de Minas. Outros dois presos, um agente penitenciário e um investigador da Polícia Civil, serão levados para a as Corregedorias da Polícia Civil e da Sub-secretaria de Administração Prisional, em Belo Horizonte. Um dos sócio proprietários do Guarany Country Hotel, Alberto Grau, foi liberado no início da noite, pois segundo a Polícia Civil, ele já contribuiu para as investigações. Alberto Grau, que já tem idade avançada, passou mal na sede da Polícia Federal em Varginha e foi levado para o Hospital Humanitas.
Operação
A Polícia Federal desencadeou na manhã desta quinta-feira (15) a "Operação Keno" para fechar cassinos e desmontar uma quadrilha voltada à exploração de jogos de azar, receptação de maquinário e equipamentos de jogos, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. No Estado de São Paulo, as ações acontecem em Campinas, Águas de Lindóia, Mogi Guaçu, Indaiatuba, Mogi Mirim, Serra Negra, Rio Claro e Bauru. Em Minas Gerais, a cidade de Monte Sião também foi alvo da operação.
Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de prisão temporária, 22 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias. Entre os presos estão os policiais civis de São Paulo e Minas Gerais; Eloíno Pereira da Paula, Luciano Silva Faria e José Carlos Colombo de Oliveira. Estão sendo investigadas também as seguintes pessoas; Viviane do Carmo (Lindóia), Alan Brunhara (Serra Negra), Juliana Cóvulo (Mogi Mirim), Cidenário Alegre Júnior (Mogi Guaçu) e Diego Ferreira Carnaval (Campinas) e Fernando Bernardi (Campinas).
Prisões

Em Bauru, no interior de São Paulo, foi preso em casa Paulo Henrique Facchetti de Castro, acusado de fazer as negociações das máquinas do cassino. Em Águas de Lindóia, foram presos em casa o sócio proprietário do Guarany Country Hotel, Alberto Grau e Rubens de Souza Jardim, que seria o líder do grupo.
Em Monte Sião, foram presos Luciano Silva Faria, que trabalhava como Agente Penitenciário da Cadeia da Cidade e Eloíno Pereira de Paula, que é Investigador da Polícia Civil. O Juiz da cidade, Milton Furquim disse que determinou a prisão dos dois porque há suspeitas de que eles dariam apoio à quadrilha que explorava jogos de azar.
Em Varginha, para onde todos os presos foram levados, o quarteirão da Delegacia da Polícia Federal teve que ser isolado. Os primeiros suspeitos chegaram ainda pela manhã.
Investigação
O grupo investigado atuava em um cassino clandestino, localizado em hotel de luxo na cidade de Monte Sião, Sul de Minas Gerais. No entanto, a área de permanência dos jogos era restrita, permitida apenas a entrada de pessoas conhecidas, ou por elas indicadas, e clientes com senhas. A movimentação financeira do local girava em torno de R$ 500 mil por mês.
Após oito meses de investigações, a Polícia Federal identificou os principais responsáveis pelos negócios, como pessoas que davam suporte logístico, fornecendo maquinário e peças, assim como aquelas responsáveis pelo controle financeiro do negócio. Além destes, dois policiais civis e um agente penitenciário também já foram presos, por suspeita de participação, dando proteção à continuidade da atividade ilícita. O líder da organização esteve em Las Vegas, nos Estados Unidos, no início deste mês.
Os presos foram levados para a Delegacia de Polícia Federal em Varginha. Ao todo os agentes da Polícia Federal encontraram 80 máquinas eletrônicas e mais de R$ 70 mil em dinheiro e cheques. De acordo com o Delegado da Polícia Federal, João Carlos Giroto, o cassino funcionava à noite, há cerca de 1 ano e meio, mas era aberto ao público com restrições. A pessoa só podia entrar com uma senha ou um convite. As investigações começaram há 8 meses. A Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário dessas pessoas.
Nome da operação
De acordo com a Polícia Federal, a palavra Keno, que denomina a operação, é um jogo (como o bingo) de origem chinesa que data de milhares de anos.
Com informações da Polícia Federal de Minas Gerais













